Terça-feira, 06 de Setembro de 2005
Acordámos outra vez cedo. Apesar da nossa rápida habituação à diferênça horária ainda estavamos com os sonos ligeiramente alterados.
Fomos dar a nossa volta do costume. Desta vez dé-mos uma caminhada em vez de correr porque o joelho do meu professor estava meio dorido. Eu como andava com algumas dores no meu joelho esquerdo achei também que era boa ideia não abusar muito.
Logo às 8h00, e depois do pequeno almoço, assisti a uma apresentação que tinha um título interessante. Mas, era mesmo só isso. A apresentadora limitou-se a ler o seu discurso, o estudo afinal não incluía o que o título sugeria e abordava um tema que não me interessava. No entanto, fiquei para assistir outra apresentação. Bom, outra desilusão.
Decidi que estaria melhor a estudar para o meu exame e fui para o quarto. No entanto, quando lá cheguei as empregadas tinham acabado de começar com as limpezas. Então decidi dar uma volta pela zona comercial que me haviam dito situar-se a uns 5 minutos a pé do hotel. Precisava telefonar para a Kristin e para a minha mãe e não queria usar os cartões de telefone do hotel porque eram caros e acabavam em menos de 10 minutos. Deveria de haver uma forma mais económica de ligar para os EUA e Europa.
Entrei na zona comercial. Caminhava sozinho e isso deixou-me meio exposto. Não que tenha receio, mas uma pessoa sente-se mais à vontade quando anda acompanhado, sobretudo num sítio aonde potencialmente os locais irão olhar para nós de cima a baixo e abordar-nos com ofertas. Mas, para minha surpresa, nada disso aconteceu. As pessoas passavam por mim sem sequer desviarem os olhares. As pessoas estão concentradas nos seus afazeres, aceleradas para chegar ao seu destino e, se calhar, pessoas do ocidente é coisa que em Pequim estão bem habituadas a ver. Nada como o que assistia no Porto à uns 10-15 anos atrás quando qualquer asiático que passava na baixa era observado e comentado por todos os quadrantes. Eheheh... lá vai um shimshampoo.
Aventurei-me a entrar no super-mercado, para constatar que não existe muitas diferenças com um habitual super-mercado do mundo ocidental para além dos muitos aquários com peixes fresquinhos (vivos) para venda.
Depois, aventurei-me num centro comercial e pasmei-me com a decoração lá dentro. Super requintado, com uma arquitectura interior bem refinada, com efeites de luzes muito sofisticados que nunca tinha visto antes. Os artigos para venda eram de alto nível, com marcas ocidentais muito conceituadas (Armani, Boss, etc.) e outras que não reconheci. Mas, certo era que este centro comercial tinha um pronto a vestir que deixou-me de boca aberta. Muito bom nível, bom gosto e moderno. Os preços estavam a condizer e assustava o comum ocidental. Uma boa t-shirt custava 1000 yuan (100 Euros)! É obvio que com um salário de 400-500 yuan (50 Euros) por mês, um empregado de mesa jamais poderá comprar algum artigo deste centro comercial. Um engenheiro (6000 yuan por mês) talvez! Está claro que em Pequim existe aqueles que podem e aqueles que não podem.
Dei voltas e voltas, mas não encontrei nenhum telefone público. As avenidas estavam cheias de prédios modernos, muitos carros de gama alta e muitas pessoas de posses. Certamente, naquela zona, todos deveriam ter telemóvel e não havia necessidade para telefones públicos.
Encontrei uma loja que se chamava Telecom Star e dirigi-me, esperançado, para lá. De fora podia ver alguns telefones afixados na parede e não tinha dúvidas que poderia ligar dali. Dirigi-me ao balcão e pedi, em inglês, para telefonar para a Europa ou EUA. Não me entenderam e responderam-me em chinês. Então disse bem devagar.... “America” e encostei a minha mão direita em formato de telefone à orelha direita. Ah.... ele acenou que não..... carago.... tantos telefones e não dá? Desenhei um mapa do mundo e assinalei a China e os EUA e encostei, outra vez, a mão direita à orelha..... Não, outra vez. Claramente não dá para telefonar internacionalmente dali. Ok, mesmo assim pode ser que ele saiba aonde possa telefonar..... por isso levantei os ombros e tentei fazer cara de: “e então? E agora, o que faço?”.... Isso ele percebeu à primeira.... e apontou-me para um hotel de 5 estrelas, que ficava ao lado do hotel aonde eu estava..... eheh.... tanta volta e afinal podia telefonar de um sitio mesmo ali ao lado..... a que custo??? Fui lá ver.
Entrei no magnifico hotel que me deixou deslumbrado e fiz de conta que era cliente da casa. Entrei de foguete como que sabendo exactamente aonde ia. Estas coisas são assim. Não importa o que faças.... o que importa é que faças com determinação e autoridade. Lancei de repente um Ni hao (olá) ao porteiro que deu um passo atrás para me deixar entrar. Passei pela recepção, olhei de rapidinho tudo à minha volta e encaminhei-me determinado para uma das alas do hotel. Lá estavam os telefones.
Depois dos telefonemas à Kristin e à minha mãe voltei para o hotel para estudar.
Não demorou muito até que o telefone tocou e a voz do Jason ouviu-se do outro lado. Ele parecia meio aflito. Pediu-me que precisava falar com o professor para tratar de uns assuntos na embaixada americana!! Combinamos encontrar para almoçar no hotel e então, procurar o professor. Fiquei meio curioso com aquela história.
Não muito depois estavamos a almoçar, enquanto ele explicava-me o que se passava. Ah... que rica história. Na embaixada dos EUA não o estavam a deixar entrar para realizar a entrevista necessária para carimbarem o visto no seu passport - única maneira de poder entrar de volta nos EUA.
O professor estava sentado noutra mesa em plena conversa com outros professores e achamos que seria melhor deixar que ele acabasse o almoço antes de o interromper.
No entanto, enquanto eu e o Jason púnhamos as histórias do dia anterior em dia, o professor desapareceu. Apressados, fomos ao quarto mas ele não estava lá. Só podia estar em alguma sessão da conferência que começava ali a uns minutos. O chato é que a conferência tinha umas 10 sessões em simultaneo àquela hora. Separamo-nos para fazer a busca mais rapidamente. Lá o encontrei. Chamei-o para fora aonde o Jason explicou a peripécia em que estava envolvido.
O plano do Jason era de aparecer com um americano, que é imediatamente autorizado pelo porteiro a entrar na embaixada, para alertar no interior da situação do Jason.
O porteiro da embaixada havia insistido com o Jason que seria necessário uma marcação para a entrevista primeiro. O Jason respondia que não eram essas as instruções que tinha lido na internet e que tinha com ele para provar. O porteiro, um rapaz de uns 16 anos, não sabia ler inglês e simplesmente obedecia a ordens do interior da embaixada e não havia maneira de o convencer do contrário.
Quando o professor leu as instruções da internet reparou que não estava claramente explicito que o Jason não precisava de fazer a marcação de entrevista e que, talvez tinha sido mais seguro que ele a tivesse feito antes de deixar os EUA a caminho da China. Mas, o mal estava feito. O Jason precisava agora de alguém que pudesse passar ao lado do porteiro e fosse ao interior da embaixada explicar a situação a um cidadão americano que desse mais ouvidos a um professor de uma das mais famosas universidades dos EUA. Era um plano infalível.
O professor acabou por ceder. Encolheu os ombros e lá concordou em ir à embaixada.
Daí a nada estavamos dentro de um taxi. Eram cerca de 14h30 e havia tempo suficiente de chegar à embaixada que fechava às 16h00. A viagem de taxi demoraria cerca de 20 minutos.
No entanto, ao entramos numa das auto-estradas de 7 fachas de rodagem para cada lado agarramos imenso tráfico. Nunca imaginei até então que com tamanha auto-estrada que podesse existir trânsito! Demoramos uns 20 minutos para fazer cerca de 3 Km. Depois de algumas voltas estavamos numa avenida ladeada de embaixadas. O condutor do taxi sabia como chegar à morada que o Jason tinha escrito num papel. Vimos a bandeira norte-americana e achamos que tinhamos chegado. No entanto o Jason não estava a reconhecer o edifício aonde tinha estado ainda naquela manhã e o taxista, confirmando que aquela não era a morada que procuravamos continuou. O taxi deu a volta ao quarteirão e enfiou-se numa vielas que estavam completamente congestionadas. O carro não mexia mais do que uns metros por minuto. Começamos a ficar nervosos com a hora que se aproximava muito rapidamente das 16h00. O Jason, desconfiando que o taxista estava a querer fazer algum lucro extra, acusou-o de estar a dar voltinhas desnecessárias. Palavra puxa palavra e e a discussão estourou entre o Jason e o taxista. Não que eu percebesse muito o que diziam, mas o tom era claramente de discórdia.
Parados no trânsito e a discutir não estavamos a fazer grandes progressos. Portanto, intervi e sugeri que deveríamos sair do taxi e voltar ao edifício aonde tinhamos visto a bandeira americana e perguntar. Estava a achar estranho que precissáva-mos de passar por uma vielazita para chegar à embaixada, que geralmente encontram-se em zonas nobres. Todos concordaram com a sugestão e começamos a caminhar a passos largos de volta à avenida principal. Em menos de 5 minutos estávamos no edifício que tínhamos visto, mas ali não era a embaixada mas a residência do governador. A embaixada encontrava-se na mesma avenida a cerca de 3 Km. Eram 15h40 e o Jason já bufava. O professor também não estava muito contente, pois tinha perdido uma tarde de conferência e afinal nem à embaixada iam chegara a tempo!A preocupação agora era de tentar chegar o mais rapidamente possível à embaixada. Havia um trânsito razoável na avenida que, não sendo tão congestionado como na viela, não permitia que se avistasse algum taxi e muito menos que este iria fazer os 3 Kms a tempo de chegarmos à embaixada a horas. O Jason começa a desesperar. Nisto reparo num taxista de 3 rodas.
Na China, como toda a gente sabe, existem muitas bicicletas. A situação económica do país nos últimos anos e os relativos baixos salários dos trabalhores de classe média, não permite que as pessoas comprem uma viatura tão facilmente como, por exemplo, em Portugal. Isso, mais o facto de existirem tanta gente, a esta cidade não ter praticamente relevo geográfico, faz com que Pequim seja ideal para o uso das bicicletas. As mais famosas bicicletas são da marca “Flying Pigeon” que traduzindo significa, o pombo voador! Elas têm um design antiquado (anos 60s), são construídas com materiais de segunda qualidade e são relativamente baratas. È raro ver-se uma bicicleta moderna (tipo Rayleigh or Giant) porque seriam alvo de roubo.
Para acomodar o trâfego das bicicletas, a cidade de Pequim incluiu na sua rede rodoviária pistas próprias para elas. Ora bem, as coisas passam-se realmente ao contrário. As ruas foram sempre para as bicicletas e outras viaturas antigas, como carroças, etc. Agora, na era moderna, a rede rodoviária procura acomodar-se para incorporar os carros e autocarros.
A cultura do mundo das viaturas a pedal é bastante forte. Encontra-se todo o tipo de variações das viaturas a pedais. È muito comum, por exemplo, ver bicicletas com um atrelado atrás, ou bicletas com duas rodas atrás e um estado de cargas ao estilo de pick-up. Chegámos a ver uma pessoa a transportar uma carga de troncos de madeira que, a olho, deveria ter uns 200 Kg!
Este sistema nunca servia numa cidade como a do Porto. Imaginem ir da Ribeira até São Bento. Numa bicicleta normal e sem carga, só por si, já seria uma tarefa só para o Lance Armstrong..... embora, se considerasse-mos o sentido oposto até podiamos levar uma tonelada ..... e uns bons sapatos para travar o manado.....
Outra variação da bicicleta é a versão três rodas com o pedalista na frente e um banco (coberto com um toldo) para duas pessoas atrás, ou seja, o taxi bicicleta.... a cidade de Pequim abunda de taxi de três rodas.
Com o Jason a desanimar e o professor a bufar, fiz logo paragem ao taxista da bicicleta que se aproximava. Os outros dois ficaram um bocado espantados sem se convencerem que iriam usar aquele modo de transporte. Mesmo que quisessem não cabiamos todos. Não faz mal com o espaço. Ao longe já via outro taxi bicicleta a aproximar-se. Antes que houvesse mais hesitações e com o taxista à espera entrei no taxi e disse ao Jason que não tinhamos outra alternativa se quiséssemos chegar à embaixada a horas. Com este alerta e a hora a passar, o Jason caiu de novo na realidade e entrou no taxi. O professor meio hesitante não teve outra alternativa senão mandar-se para dentro da outra bicicleta que entretanto tinha chegado. Acho que ele não estava muito contente.
A viagem de 3 Kms no taxi bicicleta foi bem melhor do que alguma que tinha tido dentro de um taxi normal. A bicicleta era aberta e deixava sentir o ar a passar, o que refrescava um bocado naquele dia quente e, estranhamente, limpo.
O Jason, aflito, pediu ao condutor para pedalar mais rápido e este obedeceu resmungando. Ao passarmos num cruzamento e com um carro meio atravessado para virar, o condutor hesitava entre continuar ou travar. Este tipo de decisão tem que ser feito com alguma antecedência porque os travões, como quase tudo o resto da bicicleta, não funcionam bem. Ele acabou por travar e o carro avançou mas por pouco porque teve que estacar logo de seguida pois a bicicleta atrás (com o professor) mandou-se para a contra-mão e circulou bem perto da frente do automóvel. Cheguei a pensar que a manobra não ia dar. Agora o professor estava à frente. Mas por pouco. A corrente da bicicleta dele saltou fora dos carretos e o condutor teve que parar para arranjar. Eu e o Jason continuamos em direcção à embaixada.
Quando chegámos lá, havia uma autêntica romaria à porta. Imensas pessoas a querer entrar e muitas outras à espera por alguém. Também havia um grupo de pessoas que ajudavam as pessoas a preencher os formulários e agendar entrevista na embaixada para aquelas pessoas que tinham mais dificuldades. O Jason e o professor foram directos ao segurança que deveria ter no máximo 17 anos, muito embora seja dificil adivinhar a idade dos asiáticos. Eu fiquei a tirar alguns fotos à cena mas fui logo alertado pelo segurança que não podia tirar fotos à entrada da embaixada. O Jason foi recusado a entrar outra vez, mesmo acompanhado de um americano. Ele ficou frustado com a situação. Numa última tentativa o professor mostrou o passport ao segurança e acenou que iria entrar. O segurança, um bocado irritado com aquilo, cedeu e crispou o dedo indicador para a entrada. O professor lá foi.
Enquanto esperávamos o Jason começou a tirar informações junto às pessoas que sentavam por detrás de mesas plásticas de praia e aonde pousavam todo o tipo de formulários relativos a imigração. O Jason estava a começar a achar que iria ter que fazer uma marcação para poder ter a entrevista. Mas o calendário não era lá muito favorável. Se aceitasse a marcação ele teria que esperar pelo menos duas semanas e ele não estava para isso. Ele tinha chegado à China à 5 dias e ainda não tinha visto a sua família, tirando um irmão que vive em Pequim. O resto da família que já não via à 2 anos, encontra-se em Dalian uma cidade a uma hora de avião a este de Pequim, junto à costa.
Todo o chinês que visita a família passa primeiro por Pequim, Xangai ou outra grande cidade para tratar do visto de regresso aos EUA. Com entrevista marcada o processo leva, geralmente, dois dias ao fim do qual vão visitar, agora tranquilos, a suas famílias. No entanto já soube de casos de pessoas que tiveram que esperar dois e mesmo seis meses. Este processo de candidatura ao visto de entrada nos EUA tem que ser repetido quase sempre que eles regressam à China uma vez que os EUA geralmente imite visas de entrada para cidadãos chineses com apenas seis meses de validade. Eu, por exemplo, tive um visto de estudante imitido em 2002 com três anos de validade e portanto nunca tive que candidatar-me outra vez. Agora, como tenho o Green Card (certificado de residência nos EUA) não preciso mais do visto.
Portanto, eu percebo bem a frustação do Jason que planeava estas férias para rever a familia por duas semanas e quase metade já tinha passado. No entanto, na sua situação não tinha hesitado de ter feito uma marcação de entrevista antes de viajar para a China. O mal estava feito e cabia agora arranjar a melhor solução para resolver este problema.
Quinze minutos passaram quando o professor voltou de dentro da embaixada. Pela cara dele parecia que não tinha havido grandes progressos.
Infelizmente naquele dia nada poderia ser feito. Depois de ter falado com um cidadão americano, ele foi aconselhado que às segundas, quartas e sextas, das 15h00 às 17h00 havia uma sessão própria para cidadões americanos para levar amigos chineses a serem entrevistados. Ora, aquele dia era uma terça e não se podia fazer nada. Como o Jason não estava com coragem para pedir ao professor para voltar no dia seguinte, ele achou que iria pedir ao Alex (do clube de Karate) que ele tinha conhecido dois dias antes através de mim! Entretanto ele decidiu que não seria má ideia fazer uma marcação para entrevista. A data, essa, só para duas semanas mais tarde!
Voltamos para hotel e desta vez a viagem demorou apenas 15 minutos! Como tínhamos muito tempo ainda para matar antes do banquet oferecido pela conferência sentámo-nos no bar do hotel a beber umas Tsing Tsao, que por aquela altura começava a ser uma das minhas cervejas preferidas. A conta essa foi direitinha para as mãos do Jason pelos danos causados nessa tarde ao pessoal.
Entre conversa de cerveja, comecei discretamente a adiantar que não me estava a apetecer muito ir ao banquet da conferência. Não estava muito impressionado pelas apresentacões, as pessoas pareciam um bocado aborrecidas e havia tanta coisa porreira para fazer fora da conferência que apetecia ir explorar a cidade com o Jason. No entanto, o professor não estava a gostar muito da conversa. O departamento tinha investido uma considerável quantidade de dinheiro para eu estar ali e cabia a mim, agora, usar essa incrivel oportunidade para fazer contactos com os especialista da QAI. Acabei por ter que concordar com ele. Era de facto a única opção. Mas com a condição de que, se me estivesse a aborrecer como nas apresentacões eu iria-me embora. Em todo o caso quem é que podia aguentar um banquet com a duração de 4 horas. Quase que fiz uma aposta com o professor para ver quem é que iria sair primeiro de lá para fora.....

Para minha grande surpresa o salão que iria alojar 1200 pessoas para jantar estava repleta de decoração, com algumas pessoas passeando vestido de cantores da Ópera de Pequim. O palco estava preparado para se realizar shows. A comida estava distribuída por toda a volta daquela sala enorme e, parece, que havia comida de todas as partes da China! Quando um empregado aproximou-se com um prato cheio de cervejas, comecei a pensar que afinal o banquet não iria ser tão mau como isso. Avançamos para o meio e fui introduzido a algumas pessoas. Depois de já ter bebido algumas cervejas, estavamos no paleio com várias pessoas. A maioria vinham dos países escandinávios aonde, presentemente, existe mais especialistas em QAI do que nos resto do mundo todo. Acabei por dar várias voltas ao salão, provar vários tipos de comida, falei com vários dinamarqueses e suecas, enquanto que via shows de ópera de pequim, danças tradicionais e demonstrações de artes marciais. Os shots de vinho de arroz apareceram e fui logo convidado para um brinde pelo meu professor que àquela altura já não queria saber das pessoas importantes que eu deveria conhecer mas estava mais interessado nas suecas que eu tinha para apresentar....

A festa terminou e eu nem tinha dado pela hora passar tão rápido. Ainda bem que fui convencido a ir a este banquet. Antes de voltarmos ao quarto ainda passamos uma meia hora a beber Tsing Tsao no bar do hotel com duas estudantes de doutoramento da Suécia.

2 Comments:
podias ter aparado a barba ao gajo... não te fazia comichão?
para quando uma crónica sobre as chinesas???
um abraço!!!
podias ter aparado a barba ao gajo.. não te fazia comichão???
para quando uma crónica sobre chinesas???
um abraço!!! tino
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