Friday, February 17, 2006

Sábado, 03 Setembro de 2005
Este é o dia em que voamos para Pequim. Esta viagem de State College demorou 18 horas de vôo o que bateu o meu record. O trecho mais longo (Detroit – Japão) demorou quase 13 horas!

Ao sobrevoar Pequim nota-se de imediato que a cidade está em franca mudança dado o enorme número de construções que avistamos do ar.
Chegados a Pequim, trocamos alguns dollars por yuans e partimos para o Beijing International Grand Hotel. O trajecto de taxi levou pouco mais de 30 minutos e ambientou-nos com a organização das estradas de Pequim e a forma como os chineses conduzem. Chegados ao hotel e com o contador a marcar 58 yuan, o taxista apresenta uma factura de 116 yuan! Enfim, nada que já não estivesse à espera, mas agora como é que vamos explicar ao motorista que não somos parvos! O meu professor avança com uma nota de 100 yuan mas o motorista protesta. Eu teria dado o dinheiro certo ao motorista mas a nota já estava nas mãos dele e não havia maneira de a receber de volta. Com a maior cara de pau, o motorista apresenta a factura da portagem de 10 yuan. Chamei o concierge do hotel para ajudar com a situação. Depois de um minuto de conversa, o concierge disse que podiamos sair do taxi que estava tudo resolvido. Por mais que eu tentasse explicar que o taxista estava, mesmo assim, a levar dinheiro a mais, não houve maneira de o convencer disso e acabamos por sair. Não quisemos levantar muita onda por 32 yuan (4 dolars) e arriscar a ver o motorista arrancar com as nossas bagagens no carro, o que é coisa que se verifica em alguns países. No entanto, vim a saber mais tarde que houve muita gente a ser bem mais comidinho do que nós. Umas amigas pagaram 200 yuan e um sueco 325 yuan pela mesma viagem. Portanto, não nos saímos mal para a primeira viagem de taxi. Daí em diante nunca mais pagamos mais do que o indicado pelo taximetro, mesmo que isso significasse resmungar com o taxista logo de inicio para o ligar.
Chegamos ao hotel por volta das 22h30. O hotel era de 4 estrelas e encontrava-se integrado no complexo do Beijing International Conference Center. Isso veio a revelar-se bem prático porque não precisamos de sair do complexo para ir à conferência.
Arrumamos as nossas coisas e para nosso espanto não estavamos muito cansados. Nos EUA eram 11 da manhã do dia seguinte o que significava que já estava acordado à 30 horas. Apesar de só ter adormecido por 2 horas no avião não estava muito cansado naquela noite. Arrumei a roupa, telefonei a minha mãe, Kristin e Yazhuo. Ligamos o computador à internet e descarregamos os emails. Quando tinhamos tudo pronto, ja passava da 1am e decidi ler por uns minutos e deitar-me. O meu professor Bahnfleth retirou uns documentos da sua pasta e começou a trabalhar!
O Dr. William Bahnfleth é professor do departamento Architectural Engineering da Penn State University, aonde eu estudo. Ele é especialista em armazenamento térmico em sistemas de ar condicionado (bancos de frio e gelo) e recentemente tem vindo a investigar e ensinar Qualidade do Ar Interior. Ele foi um dos membros do meu grupo de conselheiros durante o meu mestrado e agora também do meu doutoramento. Ele é o director do Indoor Environment Center que foi criado por ele e o meu supervisor, no qual o laboratório que montei durante o meu mestrado é presentemente o centro das experiências conduzidas no centro e, cujos resultados, agora, são trazidos à comunidade cientifica através desta conferência na China. Bahnfleth é uma pessoa tipica da Pennsylvania, embora tivesse nascido e vivido bastante tempo em Illinois. Bastante inteligente, toca orgão na igreja, dá as suas corridas, e trabalha que se farta. Ele é conhecido no departamento por responder emails a qualquer hora do dia, mesmo durante a madrugada. É bastante conservador e com a mentalidade um bocado fechada. Para além da Austrália e China, nunca viajou a nenhum outro país, o que me surpreende para uma pessoa que é académico por mais de 15 anos, é Fellow da ASHRAE (American Society of Heating Refrigeration and Air Conditioning Engineers) e cujo pai já foi presidente desta associação. O Bahnfleth é também conhecido pelas suas aborrecidas aulas (muito embora com muito conteúdo e desafiadoras) e pelo seu humor indecifrável. Sobretudo para os internacionais, as suas piadas é o que menos desejámos ouvir, pois de dez percebe-se uma!

Foi difícil dormir a primeira noite, pois acordava a cada 30 minutos para beber água. Depois, demorava cerca de 20 minutos para voltar a adormecer e às vezes mais quando o Bahnfleth (que agora dormia) roncava. Fiquei com a impressão que com o jet lag e os roncos, iria ter umas ricas noites pela frente.

1 Comments:

At 2/23/2006 5:18 PM, Anonymous Anonymous said...

GOSTAVA DE FAZER UM BLOG....

O TITULO SERIA:

"COMO SACAR UMA PIONZADA SEM BATER NA PAREDE..."

"A MINHA IDA A VIGO NUM 21 DE FAROIS AMARELOS..."

"O MEU AMIGO GOMES A RESSACAR NO ULTIMO DIA DAS QUEIMA, NUM BARRIL DE CERVEJA..."

EH EH EH...

QUEM SOU EU?

O UNICO CAPAZ DE CANTAR AMÁLIA NO CASAMENTO DO TEU BROTHER, COM UMA GANDA BROA!

 

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